domingo, 25 de março de 2012

Álcool



O álcool, como se sabe, altera nosso controle sobre impulsos e sobre a avaliação do que fazemos. Não é à toa que o abuso de álcool está associado à boa parte de acidentes, de brigas e de outras violências.

Um outro fator: na presença do grupo, infelizmente, acontecem com os garotos alterações de comportamento que beiram a idiotia.

Valores e atitudes vão pelo ralo! Por que será que tanto garoto que é bem educado, gente boa e que controla seus atos e impulsos, na presença de outros "brothers", fica bobo, imaturo, agressivo, capaz de bater, estuprar e até matar?

Será que é só para reafirmar a masculinidade? Será que é para mostrar que ele pode? Será que é para se exibir? Ou, talvez, tudo isso?

E, como se não bastasse "cantar de galo" para os companheiros, não é que agora eles sentem necessidade de mostrar seus atos para todo o mundo, gravando vídeo e postando na internet? O que será que esperavam? Aplausos? Honras?

Nada justifica a violência! E nada justifica uma agressão sexual, que pode marcar a vida de uma pessoa para sempre.

Os envolvidos devem ser punidos pelos crimes, e a gente tem de refletir sobre qual é a educação que pode fazer com que muitos garotos deixem de olhar para os outros como simples objetos da reafirmação de suas inseguranças e de sua precária masculinidade.

Por Hugo Fontes, Cofundador do Projeto Pedra Viva.


quinta-feira, 22 de março de 2012

O Poder Sobrenatural do Crack





Há algum tempo atrás um cidadão aparentando ter pouco mais de trinta anos, vagava pelas ruas centrais de Aracaju, como de costume, pois noutra vez eu já tinha observado os seus passos nas mesmas cercanias. Mostrava estar triste e deprimido como nunca, talvez como sempre. O dia de sábado era como outro qualquer na sua vida e na vida da cidade, pois o vento que soprava quente era o mesmo, o sol abrasante e causticante a tudo esquentar era o mesmo, as pessoas indiferentes, passando de um lado para o outro das ruas e nas calçadas, afastando-se do citado cidadão em misto de medo e asco eram as mesmas, a agencia bancaria a qual ele entrara era também a mesma. Entretanto, aquele carrancudo cidadão, barbudo, cabeludo, sujo, maltrapilho, esquelético, parecendo seriamente doente me lembrava de alguém, alguém conhecido, alguém que um dia já mantivera algum tipo de contato verbal comigo, mas, por mais que eu tentasse me lembrar de quem seria aquela misteriosa pessoa não conseguia. Demasiadamente curioso, dessa vez olhei mais demoradamente para aquele estranho e intrigante cidadão enquanto ele tirava dinheiro no cash do banco no mesmo instante em que as outras pessoas que ali estavam presentes trataram de fugir do recinto pensando ser ele um assaltante, um bandido ou delinquente qualquer, talvez um maluco andarilho. Ele não demostrou surpresa pelo fato das pessoas assim agirem, parecia acostumado com isso, com essa humilhação, sabia que a sua aparência era assustadora apesar de saber que não era um marginal, parecia não estar ali naquele momento, noutro mundo, não ligar para o que acontecia a sua volta, parecia nada temer, talvez se a Terra explodisse para ele seria normal. Temia somente um novo ataque de bronquite que se avolumava no seu pulmão devido a tosse grossa e pesada que insistia na sua garganta a fazer tremer a sua longa e imunda barba que carregava em igual modo com o seu cabelo escarafunchado e embuchado tal qual uma casa de cupim . As suas perspectivas eram as piores possíveis. Certamente mergulhado em pensamentos pessimistas, nem sequer notou que eu sem disfarçar tanto olhava para ele querendo me lembrar de onde o conhecia, até que o guarda do banco chegou de um possível cafezinho e me falou: - Tá vendo o que o crack faz? ... Ele era um Advogado!...

Foi aí que tudo emergiu, veio à tona; foi ai que tudo me chegou à mente; foi ai que o mistério foi revelado; foi ai que pude decifrar todos seus segredos; foi ai que vi o quanto o destino das pessoas pode ser cruel para uns e bondoso para outros; foi aí que eu vi aquele cidadão, antes promissor Advogado conversando comigo em algumas oportunidades nos corredores do Tribunal de Justiça e em determinada Delegacia que trabalhei, assuntos relacionados a Processos criminais ou Inquéritos policiais; foi aí que me lembrei de uma reportagem que um jornal sergipano fez sobre uma mãe em desespero querendo libertar o seu querido filho, estudioso, carinhoso, alegre e feliz com a vida, então Advogado preso nas garras do crack; foi ai que soube que os familiares desse cidadão tentavam interna-lo em clinica apropriada, mas ele se recusava tal tratamento por conta do poder avassalador e sobrenatural do crack que o arrastava cada vez mais para o fundo do poço; foi ai que lembrei que aquele Advogado entrou no imundo mundo do crack por conta de ter se envolvido com um traficante após conseguir sua liberdade na Justiça; foi ai que lembrei da citada matéria jornalística dizendo que aquele Advogado se desfez do seu escritório, do seu carro, dos seus bens, vendendo ou trocando tudo pelo crack ou para pagar dívidas com traficantes; foi ai que eu senti que aquele cidadão abandonou a sua casa e passou a morar no submundo da sociedade de Aracaju, nas ruas, no mercado central, nas marquises dos prédios ou em pensões baratas junto à prostituição rasteira, com seus iguais, pelo crack e para o crack; foi ai que eu imaginei que aquele cidadão então sobrevivia de algum dinheiro que ainda restava da venda dos seus bens, ou quem sabe, de depósitos efetuados por familiares na sua conta bancaria; foi ai que eu vi que um cidadão bem vestido, alinhado, com terno, paletó e gravata impecáveis pode se transformar num mendigo, num zumbi, num morto-vivo; foi ai que eu vi que a vida daquele cidadão era somente o crack.
Certamente sentindo-se arrasado, desesperado, impotente para resolver o seu próprio infortúnio, o seu calvário, lançando um olhar no passado esse cidadão, antes feliz Advogado, viu o rumo errado que tomou, mas não teve forças para voltar atrás, não queria se curar, não admitia tratamento porque o crack era mais forte do que a sua vontade, o crack era mais forte do que ele. O seu presente era só o crack, o crack como o senhor do seu viver, o crack como seu dominador, o crack como destruidor da sua família, o crack como aniquilador da sua vida. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas.

O crack é o grande mal do século, o mal dos males, a pior de todas as drogas, que se não for um mal que todos nós estejamos esclarecidos, irá nos afetar em qualquer momento de nossa vida ou na vida de quem mais amamos, como de fato aconteceu com esse cidadão e sua família, um jovem que estudou nos melhores colégios, que teve boas amizades, que se formou em Direito, que se tornou um Advogado, que tinha um bom escritório, que pretendia ser juiz por isso adormecia em cima de livros de tanto estudar, que tinha um bom futuro pela frente, mas que por ironia do destino, pelo poder sobrenatural dessa droga, tudo trocou pelo crack.

Rodeado e instado pelos sentimentos humanitários de enternecimento, compaixão, piedade até porque sempre fui dos maiores combatentes do crack, tanto na área repressiva quanto preventiva, com prisão de grandes traficantes na minha careira policial e inúmeros artigos de minha autoria pertinentes ao tema publicados em centenas de sites do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique, logo pensei em falar com ele, oferecer algum tipo de ajuda moral, espiritual, mas seu olhar sisudo e com possibilidade de algum tipo de agressão me afastaram, me reprimiram até porque ele também não me reconheceu. Entretanto, todas as vezes que caminho pela citada área de Aracaju, procuro em vão e insistentemente com os meus curiosos olhos pelo triste cidadão entre os inchadinhos de cachaça ou barbudinhos zumbis do crack em muitos espalhados pela redondeza. Se o cidadão aceitou fazer tratamento, se fez ou faz tratamento em clinica de recuperação não sei, só sei que o poder de imensa e infinita bondade do nosso Criador pode sobrepor e derrotar o poder sobrenatural do crack como assim já fez com muitos. Assim, um dia espero ver aquele alegre Advogado de volta aos corredores do Tribunal de Justiça ou em Delegacias defendendo os seus clientes, menos os traficantes.

Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) - archimedes-marques@bol.com.br

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Onde Começa a Delinqüência?

Numa noite dessas, quando voltávamos para casa um pouco mais tarde do que o horário habitual, percebemos uma pequena aglomeração de jovens, no quintal de uma casa comercial.

Fora do horário de expediente a casa estava fechada, o que a tornava propícia à invasão dos desocupados.

Em princípio pensamos que eram meninos de rua buscando abrigo seguro, mas logo percebemos que se tratava de garotos de classe média, fazendo uso de drogas, despreocupadamente.

Sentimos profunda compaixão por aqueles meninos tão novos e já sem rumo. Perdidos nos cipoais das drogas, num caminho de difícil retorno.

Logo em seguida nos perguntamos: onde estão os pais desses jovens?

Será que sabem o que fazem seus filhos? Ou será que não estão interessados no assunto?

Grande parte dos que se iniciam nas drogas, logo adentram pelo caminho do roubo e de outros crimes, afundando-se cada vez mais num redemoinho sufocante.

Estudos sobre a delinqüência infanto-juvenil feitos na Universidade de Harvard, Estados Unidos, revelaram os seguintes dados:

60% dos menores delinqüentes têm pai e mãe que bebem excessivamente.

65% desses menores têm permissão dos pais para fazerem o que bem entendem.

60% provêm de lares onde o marido e a mulher não vivem em harmonia.

70% são de lares onde não há recreação de espécie alguma.

80% têm pais que não procuram interessar-se pelos amigos dos filhos.

80% desses jovens queixam-se da indiferença da mãe.

60% queixam-se da indiferença do pai.

A grande maioria provém de lares desfeitos.

Raros recebem qualquer espécie de ensino religioso.

Temos, dessa forma, as características gerais e bem acentuadas, das casas onde começa a delinqüência.

São casas e não lares, porque o lar tem outro significado.

Isso nos faz lembrar de uma pequena história para ilustrar a diferença dos termos.

Devido à falta de casas perto da base militar onde servia, um jovem médico viu-se obrigado a viver com a esposa e três filhos pequenos num acanhadíssimo quarto de hotel.

Um amigo, preocupado com a situação, aproximou-se da filha do médico, uma menina de seis anos de idade e lhe disse: "que pena vocês não terem um lar, não é mesmo?"

- Oh, nós temos um lar, sim senhor, respondeu a menina prontamente.

- O que não temos, por enquanto, é uma casa para abrigá-lo.

Pensando nisso, concluímos que aqueles garotos soltos na noite, por conta própria, não eram meninos de rua, no sentido usual do termo, mas, certamente, eram meninos sem lar.

...................

Você já pensou, com seriedade, nas características gerais que definem as casas de onde sai grande parte dos delinqüentes?

Vale a pena que prestemos muita atenção nos percentuais levantados pela Universidade de Harvard, para que analisemos a nossa situação dentro do lar.

E se detectarmos qualquer coincidência com os fatores pré-disponentes à delinqüência, não hesitemos em mudar o rumo das coisas, antes que seja demasiado tarde.

sábado, 17 de setembro de 2011

Faculdade FAIFA e Projeto Pedra Viva - Curso de Teologia


    Nesta manhã, recebemos no Projeto Pedra Viva, a Profª. Denise da Faculdade FAIFA com alunos que ministrarão o Curso de Longa Distância de Teologia aos nossos alunos. Estes ficaram entusiasmados com a nova pespectiva, sonhando um futuro feliz. A Profª. Denise encabeçará além do Curso de Teologia mais um projeto que Deus colocou em seu coração: alfabetização aos nossos alunos que ainda não leem e/ou escrevem.

VEJAM AS FOTOS:




Agradecemos a Faculdade FAIFA pela amizade e parceria!
Juntos somos mais!


Hugo Fontes - Relações Públicas do P.P.V.

sábado, 3 de setembro de 2011

II Semana da Mobilização Social da Faculdade FAIFA é encerrada no Projeto Pedra Viva


    Foi com muita alegria que recebemos nesta manhã a visita dos amados irmãos da Faculdade FAIFA, para o encerramendo da sua II Semana da Mobilização Social. Nesta semana discutiram a importãncia da Responsabilidade Social na sociedade, no corpo discente e funcionários. Refletiram nova maneira de levar o conhecimento teológico àqueles que necessitam de apoio emocional e espiritual, no que se refere aos problemas ocasionados pela dependência química; captar recursos materiais para doá-los à instituição beneficente; motivar os alunos e os funcionários a exercerem a responsabilidade social; proporcionar aos discentes a oportunidade de vivenciar a prática do teólogo; proporcionar bem estar à comunidade; promover a consciência da cidadania; promover atividades de ensino, de pesquisa e de extensão.

Vejam as fotos:


(Alunos do Projeto Pedra Viva recebendo doações de alimentos da Faculdade FAIFA)

                (Nossos alunos recebendo Kit de café da manhã dos irmãos da Faculdade FAIFA)

                                 (Prª. Lázara Coelho falando aos alunos do Projeto Pedra Viva)

(Aluno do Projeto Pedra Viva durante o evento)


(Alimentos arrecadados na II Semana da Mobilização Social da Faculdade FAIFA)


(Pedra Viva e Faculdade FAIFA em encerramento da II Semana da Mobilização Social FAIFA)


(Encerramento da II Semana da Mobilização Social da Faculdade FAIFA)


    O evento foi aberto à comunidade, a II Semana da Responsabilidade Social da Faculdade FAIFA teve como objetivo final de arrecadar alimentos para o Projeto Pedra Viva.
Fica a nossa gratidão e amizade a todos que envolveram em tão precioso trabalho. Deus abençoe a todos!

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