sexta-feira, 15 de junho de 2012

DROGAS: VIVA FELIZ, SEM ELAS!



    O uso abusivo de drogas não deve mais ser considerado um fenômeno marginal, isolado ou restrito a grupos específicos da sociedade. Estatísticas de fontes especializadas, como a Organização Mundial de Saúde, por exemplo, indicam crescimento do consumo de substâncias psicoativas nos centros urbanos de todo o mundo, atingindo cerca de 10% das populações, independentemente de idade, sexo, nível de instrução e poder aquisitivo.
     Segundo Hugo Fontes, Cofundador do Projeto Pedra Viva, em Abadia de Goiás, que atua na prevenção, tratamento e reintegração de dependentes químicos, vindos de todos os estados do Brasil, a grande disponibilidade de substâncias psicoativas, associada à degeneração dos verdadeiros valores da vida, “éticos e morais”, juntamente com a desagregação da família, têm contribuído para o cenário atual, que envolve o uso, abuso e a dependência de substâncias, assim como o aumento no número de dependentes químicos.
     Crianças e jovens são a faixa etária que apresenta, atualmente, maior vulnerabilidade. “Nesse período do desenvolvimento humano, as estruturas física, psíquica, emocional e espiritual do jovem ainda se encontram em desenvolvimento, ou seja, não estão totalmente formadas. Assim, o uso e o abuso de substâncias tornam-se muito mais lesivos. A puberdade e a adolescência são um período caracterizado pela necessidade de identificação com o grupo. Se ela ocorrer com grupos problemáticos, com predominância de comportamentos agressivos, anti-sociais ou uso de drogas, provavelmente colocará o jovem em situações de maior risco”, alerta.
     Mas a dependência é, como Hugo Fontes define, uma “síndrome democrática”: atinge homens e mulheres em todas as faixas etárias, raças, credos e condições socioeconômicas. “Historicamente, a maior demanda para uso, abuso ou dependência de substâncias, assim como a necessidade de prevenir e tratar, tem sido do gênero masculino. Porém, o grande aumento da incidência desse transtorno entre mulheres, crianças e outros grupos sociais tem impulsionado pesquisas e estudos na tentativa de compreender, prevenir e equacionar esse grave problema, ampliando e desenvolvendo recursos mais eficazes para prevenção, tratamento e reintegração social entre usuários, abusadores e dependentes de substâncias psicoativas”, comenta.
    Para aqueles que acham que consumir alguma substância uma vez ou outra não vai fazer diferença, Hugo avisa que todas as drogas resultam em algum tipo de prejuízo ao cérebro e, por conseqüência, ao organismo. “Da nicotina do cigarro, aceita socialmente, ao temível crack, qualquer substância psicoativa repercute negativamente na saúde do consumidor, e o usuário de qualquer uma delas poderá desenvolver a doença, se tiver predisposição”.
Prevenção é o melhor caminho!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Um amigo meu abriu a gaveta da cômoda da sua esposa e pegou num pequeno pacote embrulhado com papel de seda:

"Isto - disse - não é um simples pacote."
Tirou o papel que o envolvia e observou a bonita seda e a caixa.

"Ela comprou isto na primeira vez que fomos a Nova York, há uns 8 ou 9 anos. Nunca o usou. Estava a guardar para uma ocasião especial.
Bem, creio que esta é a ocasião. Aproximou-se da cama e colocou a prenda junto com as outras roupas que ia levar para a funerária, a esposa tinha acabado de morrer. Virando-se para mim, disse:

"Não guardes nada para uma ocasião especial.Cada dia que se vive é uma ocasião especial".
Ainda estou a pensar que estas palavras já mudaram a minha vida
Agora estou a ler mais e a limpar menos.
Sento-me no  terraço e admiro a vista sem me preocupar com as pragas.
Passo mais tempo com a minha família e menos tempo no trabalho.
Compreendi que a vida deve ser uma fonte de experiências a desfrutar, não para sobreviver. Já não guardo nada. Uso os copos de cristal todos os dias. Se me der vontade ponho uma roupa nova para ir ao supermercado.
Já não guardo meu melhor perfume para ocasiões especiais, uso-o quando tenho vontade. As frases "algum dia..." e "qualquer dia..." estão a desaparecer do meu vocabulário. Se vale a pena ver, escutar ou fazer, quero ver, escutar ou fazer agora. Não sei o que teria feito a esposa do meu amigo se soubesse que não estaria aqui na próxima manhã, coisa que todos nós ignoramos. Creio que teria chamado seus familiares e amigos mais próximos.
Talvez chamasse alguns amigos antigos para desculpar-se e fazer as pazes por possíveis desgostos do passado. Gosto de pensar que teria ido comer comida chinesa, sua favorita. São estas pequenas coisas deixadas por fazer que me fariam desgostoso se eu soubesse que minhas horas estão limitadas.
Desgostoso, porque deixaria de ver amigos com quem iria encontrar cartas... cartas que pensava escrever "qualquer dia destes".
Desgostoso e triste, porque não disse a meus irmãos e aos meus filhos, com suficiente freqüência, que os amo.
Agora, trato de não atrasar, adiar ou guardar nada que traria risos e alegria para nossas vidas.
E, a cada manhã, digo a mim mesmo que este pode ser um dia especial.
Cada dia, cada hora, cada minuto, é especial.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Drogas na Adolescência



    Não é um fenômeno único e isolado, o fato do grande aumento do uso de drogas entre os adolescentes, durante a década passada, no Brasil, Estados Unidos e em outros países. Acreditava-se que, na década de 60 os jovens passaram a consumir mais drogas com o advento da cultura e essa crença limitava-se somente aos jovens. Tal crença é uma ilusão e só pode obstruir as tentativas de se colocar o problema em perspectiva dequada.
    O emprego e abuso propagado de drogas não se restringem aos adolescentes e não começou com o advento da cultura jovem dos anos 60, como qualquer um que tinha 20 anos na década de 20 pode atestar.
    Conquanto possa haver diferenças significativas entre as gerações no que concerne aos seus padrões de uso de drogas, a sociedade mais ampla, da qual os adolescentes são uma parte, vem-se desenvolvendo como uma "cultura da droga" há muitos anos. Por exemplo, de um quarto a um terço de todas as prescrições médicas atualmente feitas no Brasil, Estados são para estimulantes ou comprimidos para regime (anfetaminas) ou tranqüilizantes. Entre 1964 e 1977, as receitas de Valium e Librium, os dois tranqüilizantes mais usados, aumentou de 40 para 73 milhões por ano, só nos Estados Unidos.
    Revistas, jornais, rádios, televisões bombardeiam as pessoas com mensagens insistentes de que o alívio para quase tudo - ansiedade, depressão, excitamento - depende "exatamente de engolir mais um comprimido". Nas palavras de um garoto de 13 anos: "Espera-se que nós não tomemos drogas, mas a TV está cheia de comerciais mostrando pessoas correndo para obter seus comprimidos porque alguma coisa as incomoda". Os adolescentes que adotaram essa maneira de ver como a vida deve ser conduzida podem apenas estar refletindo modelos sociais e paternos.
    Através de pesquisas têm se mostrado que, os jovens cujos pais fazem uso significativo de drogas como álcool, tranqüilizantes, fumo, sedativos e anfetaminas são mais inclinados que os outros adolescentes a usar maconha, álcool e outras drogas. Como me disse um garoto de 15 anos: "Em minha casa, não se pode espirrar sem tomar algum comprimido. Minha mãe está sempre tomando alguma coisa para dor de cabeça, e meu pai para ficar acordado a fim de trabalhar à noite. Eles não são alcoólatras, mas certamente bebem muito. Assim sendo, sou algum criminoso por fumar maconha?”.
    Embora muitos adolescentes estejam se tornando dependentes de drogas de alto risco, a maioria não está. Apesar das predições lúgubres do fim dos anos 60 de que estávamos na iminência de uma "epidemia" de uso de drogas entre adolescentes, nada disso realmente aconteceu. O uso da maconha, álcool e fumo está disseminado entre os jovens; mas o uso das drogas da "contracultura", como o LSD e outras substâncias, inalantes (cheirar cola), estimulantes (anfetaminas) e calmantes (barbitúricos) e produtos que ingressaram mais recentemente no campo das drogas da juventude, como heroína, cocaína, PCP ("pó de anjo"), quaaludes etc., não tem sido detectado senão em uma de cada cinco pessoas nos Brasil, (e o índice geralmente é menor em outros países ocidentais). Muitos dentre os antigos consumidores ocasionais abandonaram tais drogas sem as substituir por outras.
    Não podemos tapar o sol com peneira, não há lugar para complacência. Embora seja certo afirmar, por exemplo, que "apenas" de 3% a 5% dos estudantes de nível colegial no Brasil, já experimentou maconha, isso significa mais de um milhão de jovens. Além disso, o uso de drogas "tradicionais" (isto é, de adultos), sobretudo o álcool, tem aumentado nos últimos anos, mais notavelmente entre os adolescentes mais jovens.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Todos contra a violência doméstica!


Sintomas que podem revelar que uma mulher pode estar sofrendo algum tipo de violência. Perguntas a serem feitas:



-Tem medo do temperamento do seu namorado ou namorada?

-Tem medo da reação dele quando não tem a mesma opinião?

- Ele constantemente ignora seus sentimentos?

- Faz chacota, ou ri das coisas que lhe diz?

-  Ele ignora seus sentimentos?

- Procura ridicularizá-la na frente de parentes e amigos?

- Ameaçou agredi-la alguma vez?

- Alguma vez lhe bateu, deu um pontapé ou soco ou lhe jogou algum objeto?

- Não pode sair de casa sem seu companheiro?

- Alguma vez foi forçada a ter relações sexuais?

- Tem medo de dizer não quando não quer ter relação sexual?

- É forçada a explicar tudo o que faz?

- Já foi acusada, injustamente, de estar envolvida com outros homens?

- Tem ansiedade ou depressão?

- Tem insônia?

- Já tentou suicídio?

- Tem problemas com relacionados com uso de substancia psicoativas?

- Se machuca sempre?

- O companheiro é muito controlador e ciumento?



A presença de alguns destes comportamentos, sobretudo utilizados para controlar a mulher, pode significar que ela esta sendo vítima de algum tipo de violência.



Causas:


- Ciúmes,

- uso de substancias entorpecentes (principalmente álcool);

- machismo (dominação);

- desajuste familiar;

- histórico de violência na família;

- falta de controle sobre as próprias emoções;

- crença na impunidade etc. (a impunidade é uma das causas mais expressivas da violência domestica e familiar contra a mulher);

 - falta de religiosidade;

- desagregação familiar etc.



Por que as mulheres têm dificuldades em reagir ou denunciar


Os que faz com que a mulheres não reajam a este tipo de violência?

- Medo de novas agressões;

- Vergonha de se expor;

- Dependência financeira;

- Dependência emocional;

- Baixa auto-estima;

- Falta de confiança em si mesma;

- Falta de apoio familiar e social;

- Crença  de que não haverá novas agressões;

- Não querem que o agressor seja preso ou condenado socialmente e

- Sentimentos de culpa pela violência sofrida;

- Acreditam que se está ruim com ele pior ficará sem ele...


Como diminuir a Violência Domestica e Familiar


Falar em acabar com a Violência Domestica e Familiar seria utópico, entretanto, algumas medidas devem ser tomadas, tanto pelo Poder Publico, pela sociedade e por cada pessoa em particular.


A pesquisa feita pela Data/Senado em 2009 revelou algumas medidas informadas por mulheres no sentido de minimizar o problema:

- A criação de uma lei especifica para este tipo de crime. Já foi criada a Lei 11.340/06. Foi um avanço, mas ainda muito pouco resolveu, devido, principalmente pela falta de implementação de políticas publicas que façam valer o que foi descrito na Lei.

- Que sejam intensificadas as campanhas para divulgação dos direitos da mulher.

- Melhoria na assistência às vitimas.

- Estimular o debate social sobre o tema.

- Capacitar lideranças comunitárias para que possam intervir em casos de emergência.

- Ter defensor público para orientá-la

- Ter equipe multidisciplinar (advogado, psicólogo, assistente social, médicos e demais profissionais que possam ajudá-las nos vários campos do conhecimento) para onde possam ser encaminhadas após a agressão.

- Fortalecer a base familiar.



A lei é um instrumento para isso, ajuda a mudar posturas e a cultura. Mas é necessário construir uma nova escola, com nova mentalidade, que não faça diferenças entre meninas e meninos



Nos como mulheres temos muita responsabilidade nesta questão de violência de gênero porque ainda passa, quase que exclusivamente, pelas nossas mãos a educação de nossos filhos. E nós ainda estamos criando meninas e meninos de forma diferentes, fortalecendo a desigualdade entre homens e mulheres. Isso ocorre quando incentivamos os meninos a saírem para a rua e as meninas a ficarem em casa; as meninas a ajudar no serviço doméstico e os meninos ficarem brincando esperando que o almoço seja servido pela mãe e pela irmã; quando o pai incentiva muito mais o filho a lutar do que a demonstrar carinho, ao contrario do que faz com a filha. Quando ensinamos nossas filhas que sexo fora do casamento é errado e para os filhos os pais ensinam precocemente o que é uma relação sexual e os incentiva a “transarem” assim que se tornam adolescentes, ou até mesmo antes.

Curioso é que os homens se esquecem que, na maioria das vezes, eles têm filhas em casa, e que os pais dos outros meninos também estão ensinando as mesmas coisas para eles. Portanto, a filha que ele tem em casa pode ser a “nova transa” desses meninos.

A raiz de tudo está na maneira como a sociedade dá mais valor ao papel masculino, o que por sua vez se reflete na forma de educar os meninos e as meninas. Enquanto os meninos são incentivados a valorizar a agressividade, a força física, a ação, a dominação e a satisfazer seus desejos, inclusive os sexuais, as meninas são valorizadas pela beleza, delicadeza, sedução, submissão, dependência, sentimentalismo, passividade e o cuidado com os outros.

Denunciar através das Delegacias Especializadas no Atendimento a Mulher, através do Disque Denuncia Mulher 180, procurar ajuda nos serviços públicos tais como Assistência Social, Defensoria Publica, atendimento jurídico das faculdades...

Soluções

Melhores condições de vida,
Melhoria do aparelhamento policial com investimentos em aparatos tecnológicos e treinamento dos policiais, fazendo com que as policias atuem de forma científica,
Celeridade na apuração dos crimes e no seu julgamento (contratação de pessoal e melhor qualificação dos que já atuam nessa área),
Melhores condições na execução da pena em locais onde os presos possam ser realmente educados para retornarem à sociedade,

PREVENÇÃO (palestras, apoio, denuncia, ouvir, informar).



Finalização: A partir do momento em que acreditarmos que existe um Ser superior e que este Ser nos criou. Portanto, somos todos irmãos. Que acreditarmos que o único caminho para chegarmos até Ele é o amor, isso nos limitará em nossas más ações. Por quê?  Ou teremos temor a Deus, ou acreditaremos que as nossas más ações retardarão o nosso encontro com Ele, ou porque teremos medo de ser punidos ou castigados.

A religiosidade deveria ser ensinada não como uma obrigação, mas sim como um conhecimento que deveríamos ter para nos tornarmos uma pessoa melhor, compreender melhor as nossas falhas, e a de nossos semelhantes, e de nos melhorarmos a cada dia.




 Hugo Fontes - Cofundador do Projeto Pedra Viva

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Overdose por Cocaína




As altas taxas de mortalidade entre usuários de droga estão relacionadas a inúmeros fatores, tais como complicações devido ao uso da droga (por exemplo, Aids entre usuários de droga injetável), overdose, suicídio, acidentes e homicídio.
As dificuldades em atribuir causas de morte a uma reação de overdose especifica são complicadas. Por exemplo, diferenciar overdose acidental de suicídio pode ser muito difícil.
    No Brasil quase não existem dados sobre overdose e fica difícil colocar mortes relacionadas à cocaína no contexto de mortes relacionadas a outras drogas. Num estudo de 294 usuários de cocaína freqüentando serviços de atendimento em São Paulo, 43% (n=126) relataram que já tiveram uma overdose não fatal por cocaína no Brasil. A última overdose aconteceu com crack em 58% dos casos, cocaína endovenosa em 23% e cocaína inalada em 18%. Além disso, 56% já presenciaram outra pessoa ter overdose por cocaína.
    Antes de partir para uma discussão sobre os fatores que poderiam estar relacionados à overdose por cocaína, é importante definir o termo overdose. Uma definição usada é: "overdose é o uso de qualquer droga em tais quantidades que efeitos adversos agudos físicos e mentais ocorrem. Ela pode ser deliberada ou acidental, fatal ou não fatal". Apesar desta definição parecer precisa, existe ambigüidade, por exemplo, a respeito dos efeitos que de fato constituem uma overdose não fatal. Os efeitos também variam consideravelmente de um indivíduo para outro, em relação à droga e às circunstâncias em que a overdose ocorre.
    O objetivo desta revisão é apresentar a prevalência, as características clínicas, o tratamento e os fatores associados a overdose por cocaína.

PSICOFARMACOLOGIA - TOXICIDADE
    A cocaína é um alcalóide extraído das folha da planta Erythroxylon coca. As folhas de coca são processadas com diferentes substâncias químicas (solventes orgânicos, ácido hidroclorídrico a amônia), resultando no produto intermediário, pasta de coca. Um último processo de refinamento da pasta de coca produz o hidrocloridrato de cocaína. Esta forma de cocaína é solúvel em água e é tipicamente usada por via intranasal ou endovenosa, apesar de poder também ser esfregada (friccionada) sobre a gengiva. O crack pode ser aquecido com o uso de um isqueiro e fumado, o que ocorre usualmente num cachimbo improvisado.
Os usuários descrevem que o efeito psicológico prazeroso da droga começa a diminuir depois de 10 a 15 minutos que a droga foi fumada ou injetada. A benzoilecgonina constitui o principal metabólito da cocaína na urina, e pode ser encontrada por períodos superiores a 36 horas após a última administração da droga.

   Os primeiros sinais clínicos de toxicidade por cocaína são usualmente palpitações, sudorese, cefaléia, ansiedade, tremores, hiperventilação a espasmo muscular, especialmente da língua e da mandíbula. O exame físico revela evidência de superestimulação adrenérgica com midríase, taquicardia, hipertensão, arritmias cardíacas a hipertermia. Em casos mais graves, pode haver convulsões, taquicardia supraventricular a outras arritmias, isquemia do miocárdio levando a infarto, isquemia de outros órgãos como intestino a cérebro, assim como hemorragia intracraniana e rabdomiólise. A morte freqüentemente ocorre devido à insuficiência cardíaca ou respiratória.

FATORES RELACIONADOS À DROGA
    A concentração sanguínea da cocaína depende da via de administração, da dose, do peso corporal, do tempo decorrido entre o último consumo e da farmacocinética individual.
Uso concomitante de cocaína a outras drogas: uma revisão das mortes devido à overdose por cocaína ocorridas na Flórida em 1991, encontrou que mais da metade de todas as morte por overdose de cocaína envolviam cocaína usada com outra droga.
    Cocaína, álcool a cocaetileno: Muitos usuários de cocaína freqüentemente usam álcool com cocaína. Parece haver três razões principais para fazer isso. Primeiro, cocaína e álcool juntos causam uma euforia mais intensa do que qualquer uma das duas drogas usadas sozinhas. Alguns usuários acham que o álcool reduz o desconforto resultante do alto grau de excitação causado pela cocaína. Um terceiro motivo seria o fato da cocaína reverter o prejuízo psicomotor e cognitivo causado pelo álcool.
    A mistura de álcool a cocaína pode resultar em taxas mais altas de absorção de cocaína, níveis plásticos mais elevados e a produção de um metabólico ativo, o cocaetileno. Portanto, pode-se esperar que o risco de overdose por cocaína é maior se esta for usada concomitantemente com álcool.
    O cocaetileno é similar à cocaína em suas propriedades, mas tem uma meia-vida três vezes mais longa do que a cocaína. É tão potente quanto a cocaína na inibição dos receptores de recaptação da dopamina. Os usuários de cocaína não conseguem distinguir os seus efeitos daqueles causados pela cocaína. O metabólito cocaetileno tem sido associado a convulsões, danos hepáticos e comprometimento do funcionamento do sistema imunológico. O uso de cocaína com álcool está associado a risco para morte imediata é 18 a 25 vezes mais alto do que se a cocaína fosse ingerida sozinha. O cocaetileno é tão tóxico para o miocárdio quanto a cocaína, mas é menos tóxico do que o efeito combinado de álcool a cocaína.

    Via de administração: Nem sempre é fácil identificar qual a via de administração utilizada pelos indivíduos vítimas de overdose fatal. O usuário de drogas fumadas pode interromper o uso quando começa a sentir algum efeito desagradável, o que não ocorre quando altas doses de cocaína são injetadas de uma só vez. Entre usuários de drogas ilícitas, em geral, a via endovenosa está mais associada com overdose. Presume-se que isto seja resultado de uma maior eficiência da distribuição da droga no organismo a pelo fato de que altas doses podem ser injetadas de uma só vez.

FATORES RELACIONADOS AOS USUÁRIOS
    Condições físicas preexistentes: Muitas mortes relacionadas a droga são atribuídas não apenas ao efeito da droga, mas também a seus efeitos em combinação com condições físicas pré-existentes, como anormalidades cardíacas e estado geral de saúde.
    Tolerância: Quando se consegue informação sobre as mortes por cocaína, freqüentemente os usuários parecem ter consumido a mesma quantidade de droga a que eles estavam acostumados. Uma possível explicação para isso, deixando de lado as questões de grau de pureza, é fornecida pela teoria da tolerância reversa (sensibilização) ou "kindling", o que sugere que em usuários crônicos pode ocorrer uma resposta acentuada à dose usual de uma droga. Uma outra possibilidade é a perda de tolerância seguindo um período de abstinência, incluindo abstinência forçada que pode acontecer quando um usuário está encarcerado numa delegacia ou prisão.

TRATAMENTO
    A maioria das mortes resultantes diretamente do efeito da cocaína são repentinas e ocorrem poucas horas após a intoxicação. As mortes são, na maioria, resultado de arritmias cardíacas. Convulsões generalizadas são freqüentes antes da morte em pacientes com intoxicação aguda por cocaína. Insuficiência respiratória pode ocorrer com níveis muito altos de cocaína. A morte pode também ocorrer devido a hemorragia intracerebral ou ruptura da aorta, devido a hipertensão severa induzida por cocaína. Conseqüentemente, o tratamento de overdose por cocaína dependerá da severidade dos sintomas a da natureza da complicação mais imediata a ameaçadora à vida do paciente.

Colaboração de: Hugo Fontes - Cofundador do Projeto Pedra Viva

Convivência entre os iguais, força para a mudança de vida


Estou aqui porque, finalmente, não há mais como me refugiar de mim mesmo...
Até que não me confronte nos olhos e no coração de outros, estarei fugindo.
Até que sofra partilhar dos meus segredos, não me libertarei deles.
Temeroso de ser conhecido, não poderei me conhecer, nem aos outros...
E estarei só!
Onde se não em meu companheiro poderei encontrar esse espelho?
Aqui, juntos, posso finalmente, conhecer-me por inteiro.
Não como o gigante em que sonho ser, nem tampouco como o anão dos meus temores,
Mas como alguém parte de um todo, compartilhando os seus propósitos.
Onde se não em meu companheiro poderei encontrar esse espelho?
Neste solo poderei criar raízes e crescer; não mais isolado como a morte, mas vivo para mim e para os outros.

                                                         Richard Beauvai


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Impactos no Comportamento do Usuário de Crack

Superação - Reinserção Social


    A presença da família é importante durante todo o processo de tratamento da pessoa que apresenta dependência e fundamental também na etapa da reinserção social do ex-usuário de crack. Após o término da fase intensiva de tratamento e com o retorno ao meio familiar, o restabelecimento das relações sociais positivas está diretamente relacionado à manutenção das transformações.
Segundo Fátima Sudbrack, psicóloga e professora da Universidade de Brasília (UnB), um dos primeiros passos para o processo de reinserção social é evitar o isolamento do usuário. “É uma ilusão achar que só a internação vai resolver o problema. Na verdade, a desintoxicação é só uma parte do tratamento, pois o mais importante é a reinserção social. É importante que o dependente saiba com quem pode contar”, explica.
É fundamental que a família reconheça que ele está em um processo de recuperação de dependência, compreenda suas dificuldades e ofereça apoio para que ele possa reconstruir sua vida social. “Durante o tratamento os familiares e amigos podem e devem apoiar o dependente, se possível com ajuda profissional. O principal risco para um ex-usuário é se sentir sozinho, desvalorizado e sem a confiança das pessoas próximas”, diz Fátima.
    A capacidade de acolher e compreender, estabelecer regras claras de convivência familiar, a demonstração de um interesse real em ajudar e de compromisso com a recuperação, além do respeito às diferenças e da manutenção de um ambiente de apoio, carinho e atenção, são atitudes que contribuem para melhorar a qualidade de vida do ex-usuário e ajudam na prevenção de recaídas. “De forma geral, no início é preciso exercer um controle maior sobre as atividades do indivíduo, manter uma rotina mais rigorosa, com acompanhamento. É preciso oferecer toda a ajuda possível, manter uma proximidade maior. O que faltou antes vai ter que ser fortalecido neste momento”, afirma o médico Mauro Soibelman, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É o chamado manejo firme e amigável, expressão usada por psiquiatras especializados no tratamento de dependentes químicos. “Não significa ser autoritário e bruto, apenas firme no propósito de manter o usuário longe do crack”, completa o especialista.
    De acordo com Raquel Barros, psicóloga da ONG Lua Nova, é preciso dar espaço para a pessoa recomeçar. “Não se trata de fazer de conta que nada está acontecendo, mas de não focar a pessoa só nisso”, ressalta. A procura por um trabalho e a volta aos estudos deve ser incentivada. “É fundamental ocupar o tempo em que o dependente fumava crack com atividades saudáveis, seja com estudos, trabalho, esportes ou caminhadas”, diz Mauro Soibelman.

Hábitos sociais

    Situações de convívio social fora do ambiente familiar tendem a ser desafiadoras para o ex-usuário de crack. Para a psicóloga Fátima Sudbrack, não é recomendado que a pessoa volte a freqüentar casas noturnas, bares ou mantenha contato com amigos que fazem uso de drogas. “Não podemos pedir que a pessoa abandone tudo o que fazia, mas é bem difícil retornar a esses lugares e não voltar a consumir a droga”, diz.
    O uso de drogas lícitas, mesmo de forma moderada, não é recomendado pela maioria dos especialistas. “O cigarro é mais tolerável, apesar de controverso. Mas o álcool é um grande problema. Mesmo em baixas doses, a bebida alcoólica afrouxa as defesas do usuário e se torna um facilitador para recaídas”, explica Soibelman. Para a psicóloga Fátima Sudbrack, o dependente tende a compensar a ausência do crack com outra droga mais acessível. “Fazendo o uso de álcool e outras drogas ele não vai se recuperar, mas apenas buscar satisfação em outro produto”, diz.

sábado, 28 de abril de 2012

Efeitos e Consequências - Relações Familiares

    O consumo do crack pode causar impactos profundos nas relações sociais e familiares do usuário. Quando o uso da droga se torna frequente, a pessoa deixa de sentir prazer em outros aspectos da vida, como o convívio com parentes e amigos. Toda a dinâmica familiar e social é afetada por esse comportamento, fragilizando os relacionamentos.
Segundo a psicoterapeuta familiar Eroy Silva, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o uso abusivo do crack está associado ao isolamento, perda ou afastamento do trabalho, estreitamento do repertório social e problemas familiares como separações conjugais, deterioração da convivência e isolamento. “O usuário se afasta do círculo familiar e dos amigos e passa a maior parte do tempo sozinho consumindo a droga ou com pessoas que também fazem o uso. As relações são caracterizadas mais pelo consumo coletivo da droga do que por vínculos afetivos”, afirma.
    No casal, a relação de cumplicidade e o cuidado com o relacionamento deixam de existir - a droga passa a ser o centro das atenções. “O usuário de crack não consegue se organizar, ter ritmo, ser constante. Além disso a depressão e a angústia o impedem de cuidar de outros e mesmo de estabelecer relações estáveis”, explica a psicóloga Raquel Barros, da ONG Lua Nova.
    “A perda da guarda de filhos é uma consequência comum. A criança precisa de cuidados especiais, ritmo e relações saudáveis para que possa se desenvolver. O uso constante de crack é inversamente proporcional aos cuidados necessários que um pai ou uma mãe devem dar”, reforça. Neste sentido, o resgate das relações de apoio e/ou dos vínculos familiares é aspecto importante para o tratamento e a reinserção social do usuário.
    O uso do crack tende a fragilizar todas as pessoas que fazem parte da vida do dependente e sentimentos como desespero, angústia e medo acabam por permear as relações familiares. “Diante da droga, muitas famílias acabam se escondendo e se culpando, pois têm de enfrentar mais problemas do que aqueles que já estão habituados a encarar. É um movimento que gera mais fragilidade e impotência e reforça ainda mais o espaço da droga na vida das pessoas”, acredita.
Ela ressalta, entretanto, que essas situações são muitas vezes causa e conseqüência do uso da droga. “Em relações frágeis, o uso do crack acaba potencializando a fragilidade e acentuando ainda mais as dificuldades que já existiam”, diz.
No áudio e no vídeo a seguir, um ex-usuário de crack fala sobre os impactos da droga em seu comportamento e como conseguiu se recuperar.


Fonte: Site Enfrentando o Crack

domingo, 25 de março de 2012

Álcool



O álcool, como se sabe, altera nosso controle sobre impulsos e sobre a avaliação do que fazemos. Não é à toa que o abuso de álcool está associado à boa parte de acidentes, de brigas e de outras violências.

Um outro fator: na presença do grupo, infelizmente, acontecem com os garotos alterações de comportamento que beiram a idiotia.

Valores e atitudes vão pelo ralo! Por que será que tanto garoto que é bem educado, gente boa e que controla seus atos e impulsos, na presença de outros "brothers", fica bobo, imaturo, agressivo, capaz de bater, estuprar e até matar?

Será que é só para reafirmar a masculinidade? Será que é para mostrar que ele pode? Será que é para se exibir? Ou, talvez, tudo isso?

E, como se não bastasse "cantar de galo" para os companheiros, não é que agora eles sentem necessidade de mostrar seus atos para todo o mundo, gravando vídeo e postando na internet? O que será que esperavam? Aplausos? Honras?

Nada justifica a violência! E nada justifica uma agressão sexual, que pode marcar a vida de uma pessoa para sempre.

Os envolvidos devem ser punidos pelos crimes, e a gente tem de refletir sobre qual é a educação que pode fazer com que muitos garotos deixem de olhar para os outros como simples objetos da reafirmação de suas inseguranças e de sua precária masculinidade.

Por Hugo Fontes, Cofundador do Projeto Pedra Viva.


quinta-feira, 22 de março de 2012

O Poder Sobrenatural do Crack





Há algum tempo atrás um cidadão aparentando ter pouco mais de trinta anos, vagava pelas ruas centrais de Aracaju, como de costume, pois noutra vez eu já tinha observado os seus passos nas mesmas cercanias. Mostrava estar triste e deprimido como nunca, talvez como sempre. O dia de sábado era como outro qualquer na sua vida e na vida da cidade, pois o vento que soprava quente era o mesmo, o sol abrasante e causticante a tudo esquentar era o mesmo, as pessoas indiferentes, passando de um lado para o outro das ruas e nas calçadas, afastando-se do citado cidadão em misto de medo e asco eram as mesmas, a agencia bancaria a qual ele entrara era também a mesma. Entretanto, aquele carrancudo cidadão, barbudo, cabeludo, sujo, maltrapilho, esquelético, parecendo seriamente doente me lembrava de alguém, alguém conhecido, alguém que um dia já mantivera algum tipo de contato verbal comigo, mas, por mais que eu tentasse me lembrar de quem seria aquela misteriosa pessoa não conseguia. Demasiadamente curioso, dessa vez olhei mais demoradamente para aquele estranho e intrigante cidadão enquanto ele tirava dinheiro no cash do banco no mesmo instante em que as outras pessoas que ali estavam presentes trataram de fugir do recinto pensando ser ele um assaltante, um bandido ou delinquente qualquer, talvez um maluco andarilho. Ele não demostrou surpresa pelo fato das pessoas assim agirem, parecia acostumado com isso, com essa humilhação, sabia que a sua aparência era assustadora apesar de saber que não era um marginal, parecia não estar ali naquele momento, noutro mundo, não ligar para o que acontecia a sua volta, parecia nada temer, talvez se a Terra explodisse para ele seria normal. Temia somente um novo ataque de bronquite que se avolumava no seu pulmão devido a tosse grossa e pesada que insistia na sua garganta a fazer tremer a sua longa e imunda barba que carregava em igual modo com o seu cabelo escarafunchado e embuchado tal qual uma casa de cupim . As suas perspectivas eram as piores possíveis. Certamente mergulhado em pensamentos pessimistas, nem sequer notou que eu sem disfarçar tanto olhava para ele querendo me lembrar de onde o conhecia, até que o guarda do banco chegou de um possível cafezinho e me falou: - Tá vendo o que o crack faz? ... Ele era um Advogado!...

Foi aí que tudo emergiu, veio à tona; foi ai que tudo me chegou à mente; foi ai que o mistério foi revelado; foi ai que pude decifrar todos seus segredos; foi ai que vi o quanto o destino das pessoas pode ser cruel para uns e bondoso para outros; foi aí que eu vi aquele cidadão, antes promissor Advogado conversando comigo em algumas oportunidades nos corredores do Tribunal de Justiça e em determinada Delegacia que trabalhei, assuntos relacionados a Processos criminais ou Inquéritos policiais; foi aí que me lembrei de uma reportagem que um jornal sergipano fez sobre uma mãe em desespero querendo libertar o seu querido filho, estudioso, carinhoso, alegre e feliz com a vida, então Advogado preso nas garras do crack; foi ai que soube que os familiares desse cidadão tentavam interna-lo em clinica apropriada, mas ele se recusava tal tratamento por conta do poder avassalador e sobrenatural do crack que o arrastava cada vez mais para o fundo do poço; foi ai que lembrei que aquele Advogado entrou no imundo mundo do crack por conta de ter se envolvido com um traficante após conseguir sua liberdade na Justiça; foi ai que lembrei da citada matéria jornalística dizendo que aquele Advogado se desfez do seu escritório, do seu carro, dos seus bens, vendendo ou trocando tudo pelo crack ou para pagar dívidas com traficantes; foi ai que eu senti que aquele cidadão abandonou a sua casa e passou a morar no submundo da sociedade de Aracaju, nas ruas, no mercado central, nas marquises dos prédios ou em pensões baratas junto à prostituição rasteira, com seus iguais, pelo crack e para o crack; foi ai que eu imaginei que aquele cidadão então sobrevivia de algum dinheiro que ainda restava da venda dos seus bens, ou quem sabe, de depósitos efetuados por familiares na sua conta bancaria; foi ai que eu vi que um cidadão bem vestido, alinhado, com terno, paletó e gravata impecáveis pode se transformar num mendigo, num zumbi, num morto-vivo; foi ai que eu vi que a vida daquele cidadão era somente o crack.
Certamente sentindo-se arrasado, desesperado, impotente para resolver o seu próprio infortúnio, o seu calvário, lançando um olhar no passado esse cidadão, antes feliz Advogado, viu o rumo errado que tomou, mas não teve forças para voltar atrás, não queria se curar, não admitia tratamento porque o crack era mais forte do que a sua vontade, o crack era mais forte do que ele. O seu presente era só o crack, o crack como o senhor do seu viver, o crack como seu dominador, o crack como destruidor da sua família, o crack como aniquilador da sua vida. Crack e desgraça são indissociáveis e quase palavras sinônimas.

O crack é o grande mal do século, o mal dos males, a pior de todas as drogas, que se não for um mal que todos nós estejamos esclarecidos, irá nos afetar em qualquer momento de nossa vida ou na vida de quem mais amamos, como de fato aconteceu com esse cidadão e sua família, um jovem que estudou nos melhores colégios, que teve boas amizades, que se formou em Direito, que se tornou um Advogado, que tinha um bom escritório, que pretendia ser juiz por isso adormecia em cima de livros de tanto estudar, que tinha um bom futuro pela frente, mas que por ironia do destino, pelo poder sobrenatural dessa droga, tudo trocou pelo crack.

Rodeado e instado pelos sentimentos humanitários de enternecimento, compaixão, piedade até porque sempre fui dos maiores combatentes do crack, tanto na área repressiva quanto preventiva, com prisão de grandes traficantes na minha careira policial e inúmeros artigos de minha autoria pertinentes ao tema publicados em centenas de sites do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique, logo pensei em falar com ele, oferecer algum tipo de ajuda moral, espiritual, mas seu olhar sisudo e com possibilidade de algum tipo de agressão me afastaram, me reprimiram até porque ele também não me reconheceu. Entretanto, todas as vezes que caminho pela citada área de Aracaju, procuro em vão e insistentemente com os meus curiosos olhos pelo triste cidadão entre os inchadinhos de cachaça ou barbudinhos zumbis do crack em muitos espalhados pela redondeza. Se o cidadão aceitou fazer tratamento, se fez ou faz tratamento em clinica de recuperação não sei, só sei que o poder de imensa e infinita bondade do nosso Criador pode sobrepor e derrotar o poder sobrenatural do crack como assim já fez com muitos. Assim, um dia espero ver aquele alegre Advogado de volta aos corredores do Tribunal de Justiça ou em Delegacias defendendo os seus clientes, menos os traficantes.

Autor: Archimedes Marques (Delegado de Policia no Estado de Sergipe. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Pública pela Universidade Federal de Sergipe) - archimedes-marques@bol.com.br

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Onde Começa a Delinqüência?

Numa noite dessas, quando voltávamos para casa um pouco mais tarde do que o horário habitual, percebemos uma pequena aglomeração de jovens, no quintal de uma casa comercial.

Fora do horário de expediente a casa estava fechada, o que a tornava propícia à invasão dos desocupados.

Em princípio pensamos que eram meninos de rua buscando abrigo seguro, mas logo percebemos que se tratava de garotos de classe média, fazendo uso de drogas, despreocupadamente.

Sentimos profunda compaixão por aqueles meninos tão novos e já sem rumo. Perdidos nos cipoais das drogas, num caminho de difícil retorno.

Logo em seguida nos perguntamos: onde estão os pais desses jovens?

Será que sabem o que fazem seus filhos? Ou será que não estão interessados no assunto?

Grande parte dos que se iniciam nas drogas, logo adentram pelo caminho do roubo e de outros crimes, afundando-se cada vez mais num redemoinho sufocante.

Estudos sobre a delinqüência infanto-juvenil feitos na Universidade de Harvard, Estados Unidos, revelaram os seguintes dados:

60% dos menores delinqüentes têm pai e mãe que bebem excessivamente.

65% desses menores têm permissão dos pais para fazerem o que bem entendem.

60% provêm de lares onde o marido e a mulher não vivem em harmonia.

70% são de lares onde não há recreação de espécie alguma.

80% têm pais que não procuram interessar-se pelos amigos dos filhos.

80% desses jovens queixam-se da indiferença da mãe.

60% queixam-se da indiferença do pai.

A grande maioria provém de lares desfeitos.

Raros recebem qualquer espécie de ensino religioso.

Temos, dessa forma, as características gerais e bem acentuadas, das casas onde começa a delinqüência.

São casas e não lares, porque o lar tem outro significado.

Isso nos faz lembrar de uma pequena história para ilustrar a diferença dos termos.

Devido à falta de casas perto da base militar onde servia, um jovem médico viu-se obrigado a viver com a esposa e três filhos pequenos num acanhadíssimo quarto de hotel.

Um amigo, preocupado com a situação, aproximou-se da filha do médico, uma menina de seis anos de idade e lhe disse: "que pena vocês não terem um lar, não é mesmo?"

- Oh, nós temos um lar, sim senhor, respondeu a menina prontamente.

- O que não temos, por enquanto, é uma casa para abrigá-lo.

Pensando nisso, concluímos que aqueles garotos soltos na noite, por conta própria, não eram meninos de rua, no sentido usual do termo, mas, certamente, eram meninos sem lar.

...................

Você já pensou, com seriedade, nas características gerais que definem as casas de onde sai grande parte dos delinqüentes?

Vale a pena que prestemos muita atenção nos percentuais levantados pela Universidade de Harvard, para que analisemos a nossa situação dentro do lar.

E se detectarmos qualquer coincidência com os fatores pré-disponentes à delinqüência, não hesitemos em mudar o rumo das coisas, antes que seja demasiado tarde.

sábado, 17 de setembro de 2011

Faculdade FAIFA e Projeto Pedra Viva - Curso de Teologia


    Nesta manhã, recebemos no Projeto Pedra Viva, a Profª. Denise da Faculdade FAIFA com alunos que ministrarão o Curso de Longa Distância de Teologia aos nossos alunos. Estes ficaram entusiasmados com a nova pespectiva, sonhando um futuro feliz. A Profª. Denise encabeçará além do Curso de Teologia mais um projeto que Deus colocou em seu coração: alfabetização aos nossos alunos que ainda não leem e/ou escrevem.

VEJAM AS FOTOS:




Agradecemos a Faculdade FAIFA pela amizade e parceria!
Juntos somos mais!


Hugo Fontes - Relações Públicas do P.P.V.

sábado, 3 de setembro de 2011

II Semana da Mobilização Social da Faculdade FAIFA é encerrada no Projeto Pedra Viva


    Foi com muita alegria que recebemos nesta manhã a visita dos amados irmãos da Faculdade FAIFA, para o encerramendo da sua II Semana da Mobilização Social. Nesta semana discutiram a importãncia da Responsabilidade Social na sociedade, no corpo discente e funcionários. Refletiram nova maneira de levar o conhecimento teológico àqueles que necessitam de apoio emocional e espiritual, no que se refere aos problemas ocasionados pela dependência química; captar recursos materiais para doá-los à instituição beneficente; motivar os alunos e os funcionários a exercerem a responsabilidade social; proporcionar aos discentes a oportunidade de vivenciar a prática do teólogo; proporcionar bem estar à comunidade; promover a consciência da cidadania; promover atividades de ensino, de pesquisa e de extensão.

Vejam as fotos:


(Alunos do Projeto Pedra Viva recebendo doações de alimentos da Faculdade FAIFA)

                (Nossos alunos recebendo Kit de café da manhã dos irmãos da Faculdade FAIFA)

                                 (Prª. Lázara Coelho falando aos alunos do Projeto Pedra Viva)

(Aluno do Projeto Pedra Viva durante o evento)


(Alimentos arrecadados na II Semana da Mobilização Social da Faculdade FAIFA)


(Pedra Viva e Faculdade FAIFA em encerramento da II Semana da Mobilização Social FAIFA)


(Encerramento da II Semana da Mobilização Social da Faculdade FAIFA)


    O evento foi aberto à comunidade, a II Semana da Responsabilidade Social da Faculdade FAIFA teve como objetivo final de arrecadar alimentos para o Projeto Pedra Viva.
Fica a nossa gratidão e amizade a todos que envolveram em tão precioso trabalho. Deus abençoe a todos!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


Como Vencer as TENTAÇÕES!

                                                                                                                                 
A humanidade está vivendo dias incontestavelmente desesperadores, em qualquer parte do mundo, seja nos países chamados de primeiro mundo ou não, encontra-se o homem mergulhado em todos os tipos de dificuldades: O trabalho escasso; falta-lhes a moradia; a violência crescente; as drogas escravizando e destruindo; a fome; enfim encontra-se cercado, as mazelas são tantas a ponto de levá-lo a tomar atitudes bestiais, quando não animalescas.
Este quadro de horror, no entanto, muito real é encarado como uma conseqüência de problemas sociais que podem ser solucionados pelos governantes –municipais, estaduais e federal- com atitudes administrativas. Mas, nos os servos do Senhor, sabemos que a fonte maior de todos os problemas está no mundo espiritual, causada pelos seres espirituais –demônios- que sob o comando de satanás, investem impiedosamente contra os homens.
Inclusive, as dificuldades e tentações vêm sobre todos, servos ou não servos. Os escolhidos do Senhor também as enfrentam, mas, são fortalecidos pelo Espírito de Deus, que os capacita a vencê-las. É necessário que o homem de Deus, saiba olhar e discernir a fonte dos males e evitá-las, para que o maligno não encontre lugar e saia vitorioso.
A investida do diabo contra os cristãos, é denominada de tentação (Desejo fortíssimo de praticar atos contrário aos princípios de Deus), quando consumada a conseqüência é o pecado (sua prática destitui o homem da comunhão com o Eterno) e a sua continuidade é punida com o castigo eterno. A tentação é comum a todos os servos, todos são tentados no dia-a-dia. Nos é garantido pelo Senhor, que todas elas são suportáveis; nenhuma tentação é superior às nossas forças. (veja: 1Co 10.13)
Um estudo da Palavra de Deus, nos revela quais são as principais fontes usadas pelo diabo para tentar o homem. Ele é o autor de todas as investidas malignas contra o povo de Deus, como claramente está descrito em Mateus, na tentação do Senhor Jesus. Mt 4.1: “...foi Jesus levado... para ser tentado pelo diabo.” (veja mais: 1Cr 21.1; Jo 13.2; 1Ts 3.5). Quando nos conscientizamos que o inimigo é de “peso”, sentimos a necessidade de um preparo sério para a batalha. Em relação a esta capacitação, não entrarei em detalhes nesta mensagem, mas, consiste em vivermos em: a) santidade     b) pureza  c) Oração   d) comunhão   e) Jejum   f) meditando na Palavra    etc.
Quando estes itens básicos fazem parte de nossa vida de servos, somos fortalecidos no Senhor para superarmos as tentações patrocinadas pelo diabo.
As principais fontes usadas pelo maligno para tentar-nos são:
a) Concupiscência (Desejo intenso de bens ou gozos materiais e/ou Apetite sexual):
“...cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz.” Tg 1.14
Ao meditarmos nas palavras de Tiago, logo entendemos a fonte de tanta violência, de tantos males que atinge o homem. Levados pelo diabo, o homem no anseio de ver realizado o desejo de possuir algo, procedem cegamente e sem medir as conseqüências, sejam espirituais ou físicas partem para a prática de planos terríveis.
Amado do Senhor, quando nascer em tua mente (coração) o desejo intenso por alguma coisa, não se deixe levar pelo impulso, antes, analise a situação e veja como o Senhor será honrado e glorificado em teus atos.
b) Cobiça (Desejo sôfrego, veemente, de possuir bens materiais; avidez, cupidez e/ou Ambição desmedida de riquezas):
“Ora os que querem ficar ricos caem em tentação e ciladas ...porque o amor do dinheiro é a raiz de todos os males...” 1Tm 6.9,10 (veja mais: Pv 28.20)
Quantos levados pela cobiça, partem para a prática de males terríveis. Roubam aos homens e tentam enganar a Deus, quando se aproximam de uma igreja, visando o enriquecimento ou a prosperidade alardeada por muitos pastores. É preciso estar atentos para que não venhamos a pecar, cultivando em nosso coração, mesmo que veladamente a cobiça ou o desejo insano pelos bens matérias. Bom lembrar-nos, servos santos, faltos de bens matérias sempre existirão sobre a face da terra (Jo 12.8).  O diabo dissimuladamente tem plantado nos corações a semente da tentação da cobiça, não permita que cresça.
C) Más companhias:
“Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas.” Pv 1.10 (Veja mais: Pv 7.6; 16.29)
Outra forma esplendida que é usada pelo diabo para tentar o homem, está nas amizades que ele faz nascer entre os servos e os filhos das trevas. Estas amizades têm corrompido a vida espiritual do filho de Deus, quando induzidos, partem para a prática de atos que não condizem com o procedimento que deve ser observado e vivido.
Em Salmos primeiro há uma advertência séria sobre o convívio com pessoas indignas, está escrito: “...não anda no conselho do ímpio, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.” (Sl 1.1)
Infelizmente, muitos tentados teimam em prosseguirem contrariamente a estas ordenanças e o fim destes é a condenação.
Não há um grupo social que seja mais propício a ser tentado pelo diabo, vemos na Bíblia que todos estão sujeitos à tentação. Claro, que os cristãos são o alvo principal dele, afinal, os que andam nas trevas, já lhe pertencem.
Os homens são alcançados pelas tentações no desenrolar de suas vidas diárias, veja:
a) Em meio à pobreza:
“...empobrecido, não venha a furtar, e profane o nome de Deus.” Pv 30.9
Fica claro que o pobre em meio às muitas dificuldades que lhe sobrevém é alvo das tentações e precisa vigiar constantemente para não cair nas ciladas do diabo. A murmuração, descontentamento, inveja, infelicidade, etc.  são instrumentos usados pelo inimigo para tentar-nos.
b) Em meio à riqueza:
“...estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor?.” Pv 30.9
A prosperidade em muitos casos é a desgraça do homem, levado pela sensação que tudo pode, esquecem-se do Senhor, negando-lhe no dia-a-dia. Consumando o pecado sugestionado pelo diabo. Soberba, orgulho, indiferença, altivez, etc. estão sujeitas a nascerem nos corações mais abastado.
c) Em busca do sucesso:
“...chegaram a Balaão, e lhe disseram... grandemente te honrarei... amaldiçoa-me este povo.” Nm 22.16,17 (veja mais: Dn 4.30; 5.2; Mt 4.8)
O diabo tem tentado a muitos com tesouros e honras, a exemplo do que fez com Balaão, mas, este soube dizer não à tentação e perseverou firme na comunhão com Deus. Este é o nosso procedimento. Quando as portas se abrem com muita facilidade para o sucesso, é necessário averiguarmos o que está por trás e sabiamente ouvirmos a voz do Espírito de Deus e optarmos a sermos fieis. O diabo tem tentado a muitos oferecendo a fama, e sagra-se vencedor. Entristeço-me ao ver o fracasso espiritual das “estrelas gospel”, que levados por toda sorte de influências, se entregam à aparência do mundo; com direito a fã clube, distribuição de autógrafos e o absurdo de cobrarem valores elevadíssimos para “louvarem ao Senhor!”.
As tentações são uma permissão de Deus na vida do cristão, não acontecem por acaso é um voto de confiança que nos é dado. O Senhor permite que o diabo invista contra a nossa vida, pois, antecipadamente já nos concedeu meios e revestiu-nos de poder e autoridade para nos levantarmos contra o maligno e sobrepormos a ele. É bom recordar-nos que uma vida pura e santa, da qual derrama águas de amor, é o desejo do Amado Mestre para todos os homens.
O Senhor é a nossa força!
Ele sabe das limitações do ser humano, conhece suas fraquezas e a incapacidade de sozinhos conseguirem vencer o inimigo. Mas, o Senhor é bom!  Providenciou meios eficazes que capacita o homem a lutar com superioridade e em nome de Jesus, pisar sobre a cabeça do maligno (Mt 22.44).
“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, de sorte que poderás suportar.” 1Co 10.13
Oh graças!  Louvo a Deus pela afirmação tão especial que nos é feita, somos fortalecidos e capacitados a vencermos todas as tentações e armadilhas que o diabo tem colocado em nosso caminho. Amados do Senhor, não se deixem enganar, o Senhor não mente, se Ele afirma que é possível vencer “todas”, com certeza é verdade.
O Senhor tem ensinado que devemos “orar e vigiar” sempre. A parte que se refere à vigilância é negligenciada por uma porcentagem elevada do povo de Deus.  O estar atento, nos resguarda de cairmos nas ciladas do maligno.
É necessário que o servo por meio da fé, tome posse da autoridade concedida pelo Pai Celeste e a use diariamente. Antes de iniciar suas atividades, deve-se reservar um momento para achegar-se diante de Deus e falar com ele (É preciso termos consciência que comunhão com Deus é na verdade laços profundos de amizade e companheirismo!). E na autoridade que temos como filhos, é preciso proibir o diabo de agir contra nossa vida, família, bens, etc., e isto é feito levantando a voz e declarando, por exemplo: “diabo eu o proíbo de tocar em minha vida, em minha família, em meu trabalho, em tudo que é de minha propriedade, etc. em nome do Senhor Jesus.” 
É pela fé que se toma posição! Acompanhada de uma vida pura, santa e segundo à vontade do Senhor; caso contrário é perder tempo e serás ridicularizado pelos seres espirituais das trevas.
“Sem fé é impossível agradar a Deus” Hb 11.6
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então e ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.” 2Cr 7.14
“Todavia o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do maligno.” 2Ts 3.3
“Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas cousas; antes, segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Combate o bom combate dá fé. Toma posse da vida eterna para a qual também foste chamado, e de que fizeste a boa confissão, perante muitas testemunhas.” 1Tm 6.11,12
Seja abençoado(a).

Pr Elias R. de Oliveira

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